Barbárie

(…) Um talibã fanático, quiçá louco, saltou para dentro da jaula de um urso e cortou fora seu nariz, achando que a “barba” do animal não era comprida o suficiente. Outro combatente, intoxicado pelos acontecimentos e por seu próprio poder, adentrou a cova do leão e bradou: “Eu sou o leão agora!”. O leão o matou. Outro soldado talibã atirou uma granada na cova, cegando o animal. O urso sem nariz e o leão cego, além de dois lobos, foram os únicos animais que sobreviveram ao regime do talibã.

WRIGHT, Laurence. O vulto das torres, p.257. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Tradução de Ivo Korytowski.

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