Mariposas

Quando chegou mais baixo, passou a voar rasante, sapecando a copa das árvores. De perto, a pista de dança perdia a aparência de flor. Transformava-se numa visão infantil de Ano Novo, um imenso emaranhado de lâmpadas coloridas brilhando por entre os ramos, de onde emanava música de surpreendente vulgaridade e estranha beleza.

PELEVIN, Victor. A Vida dos Insetos, p.51. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. Tradução de Lia Wyler.