Um blog de aleatoriedades sem um objetivo concreto. Por Bruno Galera.
Hoje peguei o melhor vôo desde que comecei a transitar com freqüência em aeroportos. Acordei 4:30 da manhã. A noite ainda era densa e chovia um pouco, prenunciando que a neblina não viria tão cedo. Cheguei no Salgado Filho tranqüilamente, fiz o check-in na Ocean Air e fui comer algo.
O embarque atrasou uns 20 minutos. Logo que todo mundo sentou, o comandante começou a explicar o motivo da demora. Percebi um ALERTA e decidi solicitar uma manutenção. Hmm. Nada muito bom a se dizer para alguém que passa 100% da viagem totalmente paranóico.
Sempre peço lugar na janela, mas hoje o assento era de livre escolha. Pela primeira vez, sentei muito na frente, na fileira 3. Por reflexo, sempre acabo no fundão, onde o barulho é ensurdecedor. Foi muito bizarro não escutar NADA durante o percurso, como se estivéssemos flutuando por cima de tudo. Não sabia que existia a possibilidade de não ter o ouvido triturado durante uma hora e meia e fiquei contente.
O piloto, aliás, mandava ver: alertou para o fato de que sacudiríamos um pouco, porque O FAMOSO CICLONE EXTRA-TROPICAL, que vocês vêem na imprensa, vai passar do nosso lado. O feedback foi sendo tão ativo e o deslocamento tão suave que nem consegui começar a me preocupar. Seguidamente, o cara abria a porta da cabine, dava uma banda e ia tomar um suco de laranja. E voltava para largar mais umas barbadas: nossa equipe é jovem, porém bela e simpática. E por que não, experiente!
No momento de preparar os carrinhos com bebidas e comida, vi que uma das comissárias ficou cantando e fazendo umas dancinhas, totalmente emocionada. Fiquei realmente contente de ver que, mesmo no horário bizarro e em situação climática adversa, todo mundo transmitia uma calma e naturalidade exemplares.
Passando um pouco de Florianópolis, o tempo abriu muito rápido e deu lugar a um edredon de nuvens, que depois se revelou cheio de escarpas e formas montanhosas. Parecia a vista de cima dos alpes, ou uma fotografia de geleiras se desmontando. Nunca vi nada igual.
Por via das dúvidas, sempre pedirei assento perto da porta de entrada e sairei o mais cedo possível, de preferência na madrugada.
Minhas táticas: levo sempre um fone de ouvido “noise cancelling” e coloco os pés no local de encaixe, embaixo do banco, para “sentir menos” o avião. Ajuda, mas voar continua sendo uma tortura. Agora, o tradeoff entre sentar na frente (menos barulho, menos inclinação) e atrás (pelo que dizem, maior chance de sobreviver num acidente) é realmente complicado. Passei simplesmente a aceitar a fila do acento marcado, desde que não seja na janela.
sentar na frente é sempre melhor, não precisa pegar fila pra sair do avião.
fc flz q tnh ft 1 bm v^ mgx.
é, ocean air é pura maconha. além de sempre ter passagem a 130 pilas, quando não se consegue as promoções da gol.