Ganhamos uma máquina de pão. No início, sempre fui cético sobre a utilidade do aparelho. Pensava que era apenas um eletrodoméstico supérfluo que, quando adquirido, estaria fadado ao mais completo esquecimento em questão de semanas.
Não é o que deve acontecer, a julgar pela primeira experiência. É simplesmente fantástico seguir as receitas incluídas no manual. Despejar um monte de ingredientes dentro da fôrma, ligar um botão e ver a massa tomando forma não tem preço. Depois de muito sacolejar de um lado para o outro, o bolo de farinha e fermento descansa por mais algum tempo, até de fato ser assado. O processo de um pão simples leva três horas, e pode ser programado para iniciar quando quisermos.
Jamais imaginei que o produto final pudesse ter uma consistência e um sabor tão satisfatórios. É certamente superior a 83% de todos os pães produzidos em Porto Alegre, que certamente tem algumas das piores padarias de todo o país. E ter um processo tão automatizado faz com que se queira ainda mais produzir em série, testando novas possibilidades sempre que houver um tempo a mais disponível. Há de tudo: pães recheados salgados e doces, panetones, cucas e toda sorte de bolos.
Se houvesse um similar para produzir cerveja caseira da mesma qualidade, eu teria ainda menos motivos para ir até o supermercado. Será que um dia?



