Código Bala!

Desenvolvimento web num piscar de olhos.

Egoísmo romântico (ou réplica ao Google)

Provavelmente o assunto renderia mais em algum blog sobre produtividade pessoal, mas não pude deixar de refletir acerca do meu comportamento como usuário de Internet diante do estudo recente divulgado pelo Nielsen Norman Group.

“Agora, quando estão online, as pessoas sabem o que querem e como fazer para achar”

Eu me encaixo bastante nessa declaração. Modéstia a parte, sempre fui muito eficiente em encontrar o que quero na web. É chocante perceber que grande parte das pessoas não têm o hábito de simplesmente procurar a resposta da suas dúvidas no Google, antes de perguntar para alguém. Para mim, isso é tão natural que nem chega a parecer um expediente de consulta.

Acho bom que os usuários comecem a ter mais sucesso nas suas tarefas. Se os sites estão contribuindo para isso, com conteúdo estruturado e semântico, melhor ainda.

Mas tenho uma ressalva: meu comportamento ao navegar é totalmente caótico. Se é bem verdade que cada vez tenho menos tempo e pouco fico em uma mesma página, também é um fato que continuo entrando no browser e abrindo cinco abas ao mesmo tempo. O curioso é que isso acontece mesmo quando tenho uma meta muito específica em mente. Como agora, onde vim procurar um telefone e acabei checando e-mails, lendo feeds e escrevendo esse post.

Vejam que não estou discordando da pesquisa do Nielsen. No entanto, seria interessante ver estudos mais focados em comportamentos de navegação de acordo com a personalidade dos usuários. Por mais que eu leia sobre produtividade e tente me organizar, não consigo ser sempre uma pessoa que vai direto ao ponto. E em se tratando de Internet, carrego comigo um romantismo que implica se perder aleatoriamente, muito feliz, por um mar de conteúdos e possibilidades.

(1) comentários em “Egoísmo romântico (ou réplica ao Google)”

  1. LU VAZ:

    Estou totalmente de acordo com a dificuldade da objetividade diante do Google. É uma teia de informações imensa, sempre me desvio do meu ponto de partida de tal forma que muitas vezes acabo em pesquisas sem pé nem cabeça, outro dia fui procurar uma reportagem para rescrever de modo que esta viesse a se tornar um texto fictício, acabei vendo fotos da arca de Noé via satélite.

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O autor

Bruno Galera, 26 anos, vive em Porto Alegre e trabalha principalmente com desenvolvimento de interfaces. Confira o perfil completo ou entre em contato com o autor.

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